Publicado em 17 de maio de 2020 | Depressão

Quais são os sintomas da depressão e qual o tratamento?

Os transtornos depressivos são os tipos de distúrbios psiquiátricos mais comuns atualmente: mais de 300 milhões de pessoas sofrem com esta doença, cerca de 5% da população mundial.

A depressão afeta negativamente a maneira que a pessoa sente, pensa e age. Ela pode se manifestar em diferentes graus de intensidade e duração, podendo, nos tipos mais graves impedir que o portador realize suas atividades diárias normalmente.

Entre os tipos mais comuns de depressão estão:

  • Transtorno depressivo maior;
  • Depressão bipolar;
  • Distimia (transtorno depressivo persistente);
  • Depressão pós-parto;
  • Transtorno disfórico pré-menstrual;
  • Transtorno afetivo sazonal;
  • Depressão psicótica;
  • Transtorno depressivo induzido por substância ou medicamento.

Aqui, abordaremos em linhas gerais as características do transtorno depressivo maior, o mais conhecido destes distúrbios, e uma doença que afeta grande parte da população.

Sintomas da depressão

Os principais sintomas deste quadro são o estado deprimido (que perdura na maior parte do tempo, quase todos os dias) e a anedonia (falta de interesse e prazer ao realizar a maior parte das atividades).

Mas além destes, podemos citar:

  • Alteração de peso (perda ou ganho de peso não intencional);
  • Distúrbios de sono (insônia ou sonolência excessiva, praticamente diárias);
  • Problemas psicomotores (agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias);
  • Fadiga ou perda de energia constante;
  • Sentimento de culpa ou inutilidade constantes;
  • Dificuldade de concentração (habilidade diminuída para pensar ou concentrar-se);
  • Ideias suicidas (pensamentos recorrentes de suicídio ou morte);
  • Baixa autoestima;
  • Alteração da libido.

Para possibilitar um diagnóstico, os sintomas devem estar presentes por pelo menos duas semanas no indivíduo.

Causas da depressão

A depressão atinge até mesmo pessoas que parecem ter uma vida ideal. São vários fatores que se combinam e influenciam para o desenvolvimento da doença. Entre eles:

Fator bioquímico

Alterações químicas em neurotransmissores como a serotonina podem ser encontrados em indivíduos depressivos e constituir uma de suas causas.

Fator genético

Estudos indicam que heranças genéticas desempenham papel importante para o surgimento da doença. Se outra pessoa na sua família for deprimida, você está mais sujeito a sofrer de depressão.

Fator de personalidade e padrões de pensamento

Pessoas com baixa autoestima, pessimistas e com elevada autocrítica são as mais propensas a desenvolver distúrbios depressivos, por serem mais suscetíveis ao estresse.

Fatores ambientais

Além das causas citadas, intrínsecas ao indivíduo, causas externas podem estar relacionadas com o surgimento dos transtornos depressivos. São os famosos “gatilhos”, entre os quais podemos citar os eventos estressantes, solidão, consumo de álcool e drogas e dar à luz.

Eventos estressantes

Acontecimentos difíceis como a morte de um ente querido, o término de um relacionamento, a perda de emprego, problemas financeiros, entre outros, podem propiciar o aparecimento do transtorno.

Importante destacar que a gravidade do evento em si, não necessariamente terá relação com a gravidade da depressão posterior.

Ainda, é necessário distinguir a depressão patológica da tristeza transitória provocada por estes acontecimentos, os quais são normais. Nestes casos, as pessoas sem a doença, sofrerão, mas eventualmente superarão o ocorrido. No caso das pessoas depressivas, essa recuperação espontânea não ocorre e os sintomas costumam se agravar.

Solidão

Outro gatilho para a depressão é a solidão. Como um ser social, faz parte das necessidades do ser humano o contato com seu semelhante. Pessoas que não possuem relações próximas, seja com família ou amigos, se encontram em situação de vulnerabilidade para o desenvolvimento de transtornos depressivos.

Consumo de álcool e drogas

Muitas vezes utilizadas como válvulas de escape, estas substâncias podem ser responsáveis pelo surgimento ou agravamento de transtornos depressivos. 

Dar à luz

Um evento supostamente alegre como o nascimento de um bebê, pode ser um gatilho para depressão. Isso acontece na alteração hormonal e psicológica pelas quais passam as mulheres neste momento. Assim as mulheres podem sofrer de um tipo específico de depressão: a depressão pós-parto.

Tratamento

O diagnóstico da depressão é clínico, levando em conta a descrição dos sintomas pelo paciente, bem como seu histórico de vida.

Contudo, é importante descartar a possibilidade de outras enfermidades que possam acarretar sintomas similares, como é o caso do hipotireoidismo, por exemplo.

Uma vez diagnosticada, a depressão exige um acompanhamento psiquiátrico sistemático. Dessa forma, o tratamento recomendado consiste em atendimento psicoterápico, medicamentos, ou uma combinação dos dois.

Para quadros mais leves, a psicoterapia pode apresentar bons resultados. Já em quadros mais graves, o uso de antidepressivos, junto com o acompanhamento psicológico, é recomendado, a fim de tirar a pessoa da crise.

Conclusão

Sendo uma das doenças mentais mais comuns atualmente, a depressão pode se manifestar em diversos níveis de intensidade e duração. 

Por isso, é muito importante estar atento aos seus sintomas e buscar ajuda médica antes que o quadro possa se agravar. 

Assim, o tratamento basicamente consiste no uso de medicamentos antidepressivos e psicoterapia, além da adoção de hábitos mais saudáveis. Quando tratada, as perspectivas de melhora deste transtorno são ótimas e o quanto antes for iniciado o tratamento, antes o portador terá de volta a sua qualidade de vida.

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